É possível a solidariedade no condomínio?

Publicado em 28/03/2019 - Editado em 29/03/2019 | Comentarios > ver comentários

Há cooperação no seu condomínio?

Existe entre os moradores um sentimento de união de propósitos e interesses?

Aquela ideia de uma comunidade interdependente onde se busca um equilíbrio entre direitos e deveres?

Pensando nessas questões em termos de micro sociedade chamada Condomínio é que se faz indispensável propor iniciativas sobre a prática da solidariedade condominial; que nada mais é que a consideração para com o seu vizinho de andar, de bloco, e de todo o condomínio.

Reconhecer a existência do vizinho trás a energia do equilíbrio e civilidade entre todos na busca da superação dos problemas e conflitos.

Como estamos tratando de valores de solidariedade, sabemos muito bem pela prática diária neste universo, não ser fácil o cultivo dessa convicção e seu crescimento na mente dos condôminos e moradores.

Prevalece a crença no modelo ultrapassado de acordos e dependências, conchavos e combinações para prejudicar pessoas ou grupos rivais, faltando com este ato à lucidez de práticas que qualifiquem um projeto administrativo.

Quando propomos um projeto dessa importância, estamos inovando no trato de uma cultura de pertencer a um lugar, com ganho de gestos e ideias ouvindo as necessidades e os interesses realistas e coletivos.

Cabe ao síndico com o apoio do corpo diretivo não promover perseguições, afastamentos e tentativas de isolamento de supostos opositores. Nada de discursos rancorosos ou regozijos por vitórias em assembleias. Não expor nomes de desafetos ou perseguidores além do imprescindível, e sempre que assim for necessário, estar embasado em provas considerando a relevância da oportunidade.

Em busca da implantação desse conceito de solidariedade o síndico não deve considerar suas ideias superiores e acima dos demais. Deve procurar praticar gestos de aproximação.

Com isso, o síndico demonstra uma forma proativa de administrar e responder aos ataques e ameaças, promovendo as escolhas de transformação do condomínio com parcimônia.

A solidariedade condominial se apresenta como uma ideia viva e determinante no reconhecimento dos anseios comuns. Não é um conceito puramente teórico e vazio. É um princípio transformador diante da crise econômica, moral e social, abrindo múltiplas possibilidades contra a violência e práticas desabonadoras, ampliando a visão de que todos no condomínio são igualmente importantes.

A solidariedade condominial como princípio deve ser vivenciada incentivando em si e nos outros um novo conjunto de circunstâncias que permite uma correta compreensão dos problemas e os caminhos para as soluções.

Adianta o condomínio de modo geral oferecer estrutura física, boas instalações, contar com uma prestação de serviço de administração de condomínio se seus condôminos e moradores não estão comprometidos?

Com o passar do tempo um processo de deterioração crescente ocorrerá. Os condôminos e moradores irão se distanciar das regras internas e das leis por descaso ou ignorância, minando as pontes do diálogo. Caminham para práticas mesquinhas e individualistas, jogando contra o próprio patrimônio.

Muito além de uma visão superficial de desconfiança sobre o princípio da solidariedade condominial, é bom afirmar que ela trás em si o valor de criar e despertar o conceito do bem comum. Tão caro para quem investiu recursos de uma vida na busca de uma propriedade para chamar de seu.

Todo condômino deve ser um aprendiz da solidariedade condominial, praticando-a sempre. Procurar participar ativamente de projetos e melhorias. Ter o respeito e a responsabilidade de não faltar com o dever de contribuir com sua cota de condomínio.  Considerar a importância do vizinho neste processo ouvindo suas ideias e não sendo indiferente. Sair da inércia e da zona de conforto incomodando-se com as aflições do outro.

Pois a solidariedade condominial, um novo conceito e estilo de vida, é o único caminho para superar as dificuldades, valorizar o bem patrimonial, e qualificar as relações interpessoais nos condomínios e na sociedade.

 

 

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