Há diferença em morar em um condomínio?

Publicado em 12/11/2020 - Editado em 13/11/2020 | Comentarios > ver comentários

Inúmeras pessoas e por variados motivos gostariam de morar em um condomínio. Seja pela localização, seja pelo preço, ou outras conveniências. Mas uma grande resistência ou dificuldade surge quando pensamos nas normas internas e a necessidade de se adaptar às mesmas.

Oportunidades são desperdiçadas quando na realidade bastaria uma reflexão sobre nosso comportamento para solucionar a questão. Então, o que falta? Resposta: respeito aos demais condôminos, moradores, colaboradores diretos e indiretos, e procurar entender o papel do síndico e do corpo diretivo. Enfim: aplicação do bom-senso.

Se assim fosse, fácil seria entrar em um condomínio. Bastaria ter o recurso financeiro para comprar ou alugar, visitar o local, e fechar o negócio.

Mas esqueço de bater um papo com o síndico que poderá esclarecer minhas dúvidas sobre a construção, as normas internas, o envolvimento do local em processos e litígios, os canais oficiais de comunicação, e se o comportamento da maioria contribui para a convivência e valorização do condomínio.

Cumprida essa fase, procure aplicar alguns pontos que tornarão sua vida na comunidade melhor que suas expectativas iniciais.

Pensou na sua mudança? Pois é! É uma boa maneira de apresentar o seu “cartão de chegada”. Procure informações sobre os dias e horários para estacionar a sua mudança. Assim, não gera distúrbios e causa uma boa impressão nos moradores e vizinhos de andar.

Há empresas especializadas acostumadas com os procedimentos e normas dos condomínios. Entendem e respeitam o zelador e os porteiros facilitando a execução do serviço com comodidade e segurança. Monte seus móveis causando o mínimo de aborrecimento aos vizinhos.

Quantas vagas de garagem a sua unidade têm direito? Está atrelada ao imóvel? Verifique a convenção. Respeite o regulamento interno e tire suas dúvidas com o zelador. Se há depósito para armazenar objetos e móveis, como é a entrada e saída dos veículos. É obrigatório o uso de crachá ou outro meio de identificação dos veículos; onde é o espaço para as motos. Há sorteios de vagas? Aliás, é um dos poucos itens que chamam as pessoas para uma assembleia.

Siga as orientações quanto ao uso seguro dos elevadores, oriente as crianças. Em qual é permitido o transporte de animais de estimação e em que condições. Leve seu lixo usando somente o elevador de serviço. Não retenha o elevador em seu andar para carga ou descarga. Pense que outras pessoas precisam do transporte tanto quanto você.

Sua residência não é somente da porta para dentro. As áreas comuns também fazem parte da sua propriedade. Cuide bem dela, limpe por conta própria o que sujou. Não tenha vergonha e não fique aguardando que as colaboradoras o façam. Mesmo alugando espaços como a churrasqueira ou salão de festas, contribua em manter os locais limpos, mesmo sabendo que haverá auxiliares de limpeza para o trabalho.

Quebrar ou danificar equipamentos é possível acontecer com qualquer usuário. O importante é assumir o fato e contribuir para consertar. O mesmo vale para danos causados aos veículos de outros moradores. Não aguarde ser identificado ou receber uma notificação criando um mal-estar no condomínio.

O silêncio é uma das causas de maior conflito nos condomínios. É um pensamento equivocado achar que fora do horário estabelecido em lei, tudo está liberado. A perturbação do sossego é motivo de inúmeros registros em delegacias, podendo motivar ações criminais com reflexo na área cível. Com o aumento do trabalho Home Office, é medida de bom tom se colocar no lugar do outro.

Aumentou muito a presença dos animais de estimação nas casas e apartamentos. Sabemos que os tribunais entendem não ser possível proibi-los nos condomínios, exigindo das administradoras e síndicos uma readequação em suas normas para prever a presença dos animais. Mas pense se é razoável ter um cachorro de porte grande confinado em um apartamento, principalmente nos períodos da sua ausência onde o animal sofre e causa transtornos aos moradores. Se realmente gosta do animal, saiba que muitos acabam adquirindo doenças psicológicas e outras anomalias.

Um dos piores comportamentos é o lançamento de objetos pelas janelas e sacadas. Acidentes são comuns e alguns deles com consequências fatais. Uma simples guimba de cigarro ou charuto pode atingir outra unidade provocando dano ou início de um incêndio.

Cuidado com tudo que possa prejudicar a fachada do prédio. O que pode ser uma simples instalação de vidraça pode caracterizar alteração no projeto arquitetônico. O mesmo vale para o hall dos andares com portas diferentes que quebram a harmonia do ambiente.

Ah! Isso dá muito trabalho! Acho melhor morar em uma casa.

Pode até ser a solução para determinadas pessoas. Mas mesmo em casa deverá seguir regras impostas pela administração pública e pelo pacto social de convivência. O melhor em qualquer das alternativas, é tomar doses diárias de um comprimido chamado “Bom-Senso”. Não causa reações adversas e não é contraindicado, e seu uso só bem-estar proporciona.


 

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