Comportamentos Nocivos no Condomínio

Publicado em 05/10/2018 - Editado em 07/03/2019 | Comentarios > ver comentários

É muito comum encontrarmos nos condomínios aquela pessoa que ao se aproximar de uma roda de conversa consegue provocar um silêncio constrangedor. Ou causa aquele comentário entre os dentes e baixinho: “muda de assunto, pois lá vem o (a) encrenqueiro (a)!”.

A pessoa encrenqueira possui características inconfundíveis de fácil identificação, pois faz questão de centralizar as atenções. Leva para as assembleias, reuniões, ou mesmo nas conversas informais os mesmos assuntos e reclamações. Fala sem parar querendo explicar tudo, interrompe os outros sem dar chance para a troca de ideias. Parte sempre do princípio de que tudo está errado estimulado por íntimos sentimentos e necessidades querendo convencer a todos sobre as “mudanças” que devem ocorrer segundo seu julgamento.

Para atenuar os efeitos desse comportamento nada melhor do que a oportunidade de refletirmos sobre nossas próprias condutas entendendo que as falhas dos outros podem muito bem ser as nossas. Sendo assim, vou sugerir 10 pontos que com certeza auxiliarão a combater essas atitudes nocivas.

  1. Passe a frequentar as reuniões e assembleias, não foque somente na reclamação.
  2. Comparecendo às reuniões e assembleias como condômino, morador, ou na qualidade de conselheiro, não fique procurando erros. Aceite uma tarefa e realize.
  3. Contribua com sua opinião quando solicitado pelo síndico. Saia da zona de conforto, não opine somente nas conversas informais onde diz como as coisas deveriam acontecer.
  4. Surpreenda indo além das obrigações e dos seus direitos. Posicione-se sobre comentários desabonadores em relação ao trabalho da administradora de condomínios e a gestão do síndico.
  5. Leia todos os comunicados, atas, ou informativos sobre assuntos do interesse coletivo. Estimule o mesmo comportamento em seus vizinhos.
  6. Ao invés de criticar “a turma que sempre quer aparecer ou estar no poder”, não recuse o convite para assumir qualquer cargo.
  7. Quando o condomínio realizar eventos contribua assumindo alguma tarefa ou prestigie comparecendo.
  8. Participe das pesquisas de avaliações para não dizer que o síndico ignora suas ideias.
  9. Não seja aquele anônimo que sabota a paz dos vizinhos com panfletagens afirmando que “concorda com todas as críticas e, como sempre, nada muda!”.
  10. Não julgue ninguém baseado em comentários de grupos políticos ineficazes que circulam nas redes sociais. Ou naqueles bate papos onde predomina o “ouvi dizer”. Estimule o dialogo e esclarecimentos. Resolva os conflitos dentro do condomínio, na medida do possível. Lembre que aquele que julga hoje poderá ser julgado amanhã.

Tenha em mente que uma postura irresponsável primeiro espalha inverdades para virar surpresa, desânimo em seguida, e desilusão por último. Enquanto que a melhor posição é manter os princípios em primeiro lugar, coerência depois, e foco no resultado por derradeiro.

Nesta altura você pode estar colocando em dúvida essas sugestões. Tudo bem. Mas se o seu desejo for o de colocar em prática essas ideias saiba que necessitará de força para mudar velhos hábitos e criar outros novos. Comece devagar e permita que sua consciência conduza suas atitudes. Vença o modo de pensar da maioria dos condôminos e moradores e comece a agir.

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