A importância da manutenção no condomínio

Publicado em 06/02/2019 - Editado em 07/03/2019 | Comentarios > ver comentários

A manutenção nos condomínios é uma necessidade que não deve ser negligenciada pelo síndico para que todos os equipamentos e instalações elétricas, hidráulicas, de incêndio, e demais, durem o tempo correto de acordo com suas especificações.

A preocupação maior é em relação aos condomínios antigos que não estão adequados às normas regulamentadoras onde é comum ocorrer sobrecargas e curtos circuitos, sobrepeso nas lajes em decorrência de reformas e construções que comprometam as fundações do prédio.

Em termos de condomínios residenciais podemos classificar as manutenções em duas modalidades:

As manutenções preventivas, que são ideais para manter a conservação, segurança e bem estar dos condôminos a partir de um plano de ação baseado no tempo das instalações e equipamentos.

Se os condomínios procurassem fazer das manutenções preventivas um hábito constante, não sendo quebrado por nenhuma gestão administrativa ao longo do tempo, haveria um ganho substancial na busca constante da sua valorização patrimonial. Mas infelizmente não é o costume.

E não sendo um costume, acabam caindo na segunda modalidade nada aceitável que é as manutenções corretivas. Muito caras, pois aguarda a quebra e desgaste de equipamentos para providenciar o reparo.

Os modelos antigos de gestão perdem o fôlego e espaço para novos conceitos de administração profissional agregando rotinas de valorização dos condomínios. Modelos modernos seguem uma programação regular e periódica catalogando os equipamentos e monitorando a vida útil, dando ao condomínio a possibilidade de orçar as despesas com antecedência. O que evita as manutenções corretivas gerando gastos muitas vezes não absorvíveis pela previsão orçamentária.

Muitos problemas surgem no momento da construção do condomínio. E um bom projeto atendendo as normas técnicas de uso e qualidade dos materiais é primordial determinando a segurança e garantindo o custo e benefício aos compradores interessados.

Todavia, de nada adianta o zelo na construção se durante os anos de uso não houver as manutenções preventivas, ou mesmo o emprego de peças que fogem do plano original, acarretando despesas não previstas.

Um condomínio não gera receitas provenientes de lucros alcançados, pois não é uma empresa com essa finalidade. É simplesmente um mero rateio de despesas entre os condôminos de acordo com a fração de cada unidade privativa. Portanto, programas e sistemas desenvolvidos são essenciais para a vida das instalações.

Há condomínios que pela omissão sucessiva de gestões administrativas, bem como dos condôminos e moradores, acabam contribuindo para o desgaste das instalações, necessitando de reformas, muitas delas caras, que vão muito além da capacidade financeira dos seus proprietários.

Nesta hora rateios extraordinários, uso de fundo de reserva, ou mesmo a busca de financiamentos externos acabam sendo a válvula de escape necessário para recompor o condomínio com urgência.

De qualquer forma, a organização da manutenção parte da catalogação dos equipamentos tendo a disposição todo material com informações técnicas, plantas hidráulicas, elétricas, memorial descritivo e manual do proprietário. Ter ou contratar uma equipe qualificada para prestar os serviços. Criar uma tabela de programação de manutenção de acordo com o histórico e características do condomínio.

Entre as manutenções priorizar as instalações elétricas. É muito comum por desconhecimento, promover a troca de disjuntores por outros fora das especificações técnicas para a condução de corrente, podendo provocar um curto-circuito e consequentemente um incêndio.

Adequar às instalações, tanto das áreas comuns, como das unidades privativas, de acordo com uma demanda de carga para fazer frente a inúmeros aparelhos.

As manutenções preventivas programadas ocorrem mesmo não havendo defeitos aparentes. Sendo assim, providenciar a imediata substituição de qualquer peça ou equipamento desgastado, contribui para evitar gastos não previstos que geram discussões acaloradas e troca de ofensas e acusações entre moradores, condôminos e o corpo diretivo.

 

 

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