Acessibilidade e mobilidade nos condomínios

Publicado em 30/01/2019 - Editado em 07/03/2019 | Comentarios > ver comentários

Segundo dados do IBGE a expectativa de vida aumentou 41,7 anos em pouco mais de um século, chegando aos 75,4 anos em 2014. E esse aumento tende a continuar a crescer, muito em decorrência da melhora da qualidade de vida da população idosa.

Diante desse cenário e o fato dos idosos ativos ou aposentados optarem por manter sua individualidade e independência, levou o mercado a desenvolver e implantar condomínios com características próprias para atender essa parcela crescente da população. É possível encontrar condomínios com ampla estrutura para esse público, como por exemplo:

- Sala de TV e espaço para aulas de artesanatos e música. Sala de jogos e espaço para profissionais de terapia. Piscina adaptada com rampas para hidroginástica.

Algumas incorporadoras estão oferecendo aos interessados modificações nas unidades ainda na execução das plantas para melhor atender os idosos e garantir a acessibilidade e a mobilidade.

- Portas e corredores largos. Box dos banheiros com apoiadores com tamanho suficiente para acomodar com conforto uma cadeira de rodas. Pisos antiderrapantes e mobiliários dentro dos padrões de segurança. Que não haja escadas e degraus, e que o condomínio esteja em uma região com hospitais e pronto atendimentos.

Mas o que fazer com os condomínios construídos em épocas que não se dava importância às dificuldades de locomoção de pessoas e os idosos? Dentro das possibilidades técnicas os condomínios devem providenciar as alterações em suas áreas comuns, seguindo um projeto básico:

- Na entrada do condomínio a clausura de segurança deve ser adaptada para comportar com tranquilidade uma cadeira de rodas. Nos banheiros das áreas comuns a instalação de barras de apoio. Construir ou instalar rampas ou escadas de alvenaria nas piscinas. Corrimãos nas escadas ocupando ambos os lados. Portas largas para passagem de uma cadeira de rodas. Para substituir escadas principalmente para acesso ao prédio, construir ou instalar rampa cuja inclinação seja adequada. Para esses itens é recomendável verificar a norma técnica 9050. O piso deve ser de material antiderrapante, não esquecendo a deficiência visual colocando o piso tátil.

Outras preocupações fazem parte do rol de modificações e adaptações que não são necessariamente físicas e estruturais. Envolvem aspectos de conscientização dos condôminos e funcionários que devem ser discutidas e deliberadas em assembleia geral.

Um desses aspectos são as vagas de garagem onde é necessário reservar aquelas que ficam próximas dos elevadores, visando atender a todos aqueles com necessidade. Tudo é claro, com anuência dos condôminos e moradores, sempre com a aprovação nas assembleias onde conste na ordem do dia o sorteio de vagas. Se essas pessoas não façam uso de um carro próprio, que conste no regulamento interno a previsão da entrada e saída de veículos outros para carga e descarga.

Os funcionários devem receber orientações e treinamentos específicos para lidar com esse público. Às vezes por falta de qualificação e sensibilidade, o relacionamento com o idoso pode tornar-se muito desgastante para os familiares, em primeiro lugar, passando pelos funcionários, principalmente porteiros, seguranças e zelador, até acabar em discussões com o síndico e membros do corpo diretivo.

É interessante ter dados cadastrais atualizados caso se faça necessário um contato com familiares e responsáveis em situações emergenciais. Procurar conversar com o morador idoso quanto aos cuidados e observação sobre as normas internas que digam respeito a barulhos provocados em sua unidade de variados modos quando deve prevalecer o silêncio.

Evitar na medida do possível e com a preocupação do respeito e gentileza, a aplicação de advertências e multas. Muito embora o síndico não possa abrir mão, ou conceder “privilégios” que possam colocar em risco a harmonia que deve imperar no condomínio. Repassar situações incontornáveis aos parentes e responsáveis com o alerta das medidas que poderão ser tomadas.

Devemos pensar que poderemos chegar à condição de idoso ou mesmo necessitar de uma atenção especial. E como seria bom poder viver em um espaço que nos proporcionasse conforto, segurança, dentro de uma cultura de solidariedade.

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