Síndico e o hábito do sucesso

Publicado em 03/09/2018 - Editado em 07/03/2019 | Comentarios > ver comentários

Um belo dia um determinado síndico amanhece com uma tremenda dor de cabeça. Não havia dormido nada pensando na péssima assembleia que conduziu. Também pudera, elaborou mal a pauta da ordem do dia ocasionando discussões desnecessárias entre os participantes gerando decisões equivocadas. Falta de um planejamento de médio e longo prazo, uma previsão orçamentária apresentada pela administradora que não reflete as necessidades de conservação dos equipamentos e preocupação com a segurança dos condôminos, moradores e funcionários. Some-se a tudo isso a perda do controle da inadimplência e um conselho pouco participativo limitando-se a somente verificar superficialmente e assinar as pastas mensais de prestação de contas. Essa ineficácia demonstrada foi a gota que faltava para chover questionamentos sobre obras importantes por fazer, equipamentos obsoletos e funcionários mal treinados. E o síndico, sem argumentos, encurralado, despreparado para rebater os opositores de plantão sobre serviços caros ou ruins, contribuiu definitivamente para o caos na assembleia.

Qualquer semelhança com inúmeros condomínios, não é mera coincidência. Importante é saber que há solução para casos assim, desde que hábitos de sucesso sejam promovidos ocasionando mudanças significativas, como por exemplo:

- descobrir as motivações e desejos dos condôminos e moradores;
- ter controle sobre as despesas e a busca de uma cota condominial justa;
- conhecer e valorizar a história do condomínio;
- traçar prioridades e aplicar uma gestão transparente;
- respeitar as leis, a Convenção, e o Regulamento Interno.

Como bem diz o mestre J. Nascimento Franco “o síndico é o órgão administrativo mais importante do condomínio, uma vez que ele atua em caráter permanente na administração do edifício, ao contrário da Assembleia Geral, que se reúne periodicamente, e do Conselho Fiscal, que opina quando solicitado ou nos casos especificados na Convenção”.

A dor de cabeça e frustração descrita contrasta com as mudanças exemplificadas. Ser resiliente, desenvolver uma melhor interação entre todos, mostrar conhecimento, evitar comportamentos autoritários, acompanhar, conscientizar, e ser um agente facilitador na participação do maior número de condôminos e moradores.

Ter compreensão da natureza das dificuldades reavaliando princípios que levam às soluções, mudando a mentalidade e apresentando um novo conjunto de comportamentos. Buscar conhecimento, criar habilidades, ter atitude. Esse o verdadeiro papel de um síndico líder da sua comunidade.

 

 

Comentários


O que outros visitantes estão vendo agora

O que outros visitantes estão vendo agora

Menu

A negligência na guarda de documentos

É obrigação do síndico guardar os documentos...